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O CAMINHO DA ESCOLA

Page history last edited by PBworks 5 years ago

O CAMINHO DA MINHA CASA À ESCOLA

 

                                                 

Meu caminho é longo. Aproximadamente são 18 Km da minha casa até a escola.

Saio de casa por volta de 6 horas e 50 minutos. Moro na rua Oslo, nº15, no bairro Canudos em Novo Hamburgo. É uma rua sem saída, toda de calçamento. Tem uma boa vizinhança.

 


Minha casa é simples, sua construção é mista. Ela já existe a mais de 30 anos.

Posso dizer que a casa é minha, pois comprei-a no ano passado. Pertencia a meus avós maternos e eu já morava nela. A casa agora precisa de uma reforma emergencial, pois já sofri um acidente dentro de casa ao pisar no assoalho devorado por cupins. Minha perna ficou presa entre as tábuas do assoalho. Foram dias de dores e hematomas. Mas mesmo assim, gosto desta casa.

 

Ao sair deparo-me com vizinhos saindo para o trabalho. Todos apressados! São vários :Bom dias!

Ao lado de meu marido, sigo para a escola, pois é ele que me leva quando não vou com uma colega.

 

Dobrando a rua de minha casa, na rua Ícaro, já é possível sentir o cheiro do pão fresquinho que vêm da padaria onde passamos em frente. Ás vezes fico lembrando do café que poderia ter tomado, mas não deu tempo. 

       

 Até o final da rua Ícaro são 14 quadras para andar, chegando em frente a Madeireira Canudense, onde deve-se dobrar à direita, no sentido a  Campo Bom.

 Na entrada de Campo Bom há um monumento ao trabalhador. É muito bonito! 

Seguindo, logo estou no topo da “Lomba de Campo Bom”,passando pela Avenida Brasil, onde visualiza-se no horizonte oeste a cidade de Novo Hamburgo e ao leste a cidade de Campo Bom.  Ao final da lomba, chego na sinaleira ao lado da clínica da UNIMED, onde devo seguir em  à esquerda, entrando na Avenida Emílio Vetter.

Passando por Campo Bom, quase chegando na RS 239, ainda na Avenida Emílio Vetter, destaco alguns extremos vizinhos: a indústria de colchões ORTOBOM, que lembra a minha cama quentinha e macia que deixei para trás, ao lado de um CURTUME que sufoca pelo cheiro fédido que produz, fazendo esquecer qualquer lembrança agradável que está em mente, principalmente esquecer o belo caminho de IPÊS que seguem à avenida em sua extensão.

 

Ao chegar na RS 239, olhando a direita antes de chegar no ponto de fiscalização eletrônica”PARDAL”, surge no morro um depósito que provoca um ar de mistério, pois dizem que guarda produtos radioativos e é proibido entrar ou aproximar-se. Outros dizem que explodiram produtos químicos dentro dela e quem entrar ficará contaminado. Enfim, ninguém sabe e por isso é misterioso.

 

Então o mistério  acaba ou confunde-se com o mistério da natureza, do amanhecer. Tenho o privilégio de visualizar o espetáculo da natureza todos os dias sem deixar passar despercebido. A chuva, o orvalho, o sol, os pássaros alimentando seus filhotes, os cães procurando comida, o canto dos Quero-Queros.

                                        

 

 

 Sempre procuro nesse momento, agradecer a Deus pela vida! Muitos passam e nem percebem a beleza da vida, os detalhes!

 

 Logo adiante fica o posto da Polícia Rodoviária Estadual, onde seguidamente são feitas barreiras, e, às vezes chego atrasada na aula devido a isso.

Passando o posto da polícia já é possível ver o monumento a ROSA, que é a flor símbolo da cidade.

 

 

E para entrar na cidade é preciso sairda RS239 e seguir a rua lateral passando pelo 1º viaduto, que dá acesso.

Ao chegar em Sapiranga já é possível avistar o Parque do Imigrante, o “PARCÃO”, dividindo-se entre as Avenidas João Corrêa e Mauá. Um cenário lindo com ciclovias, onde pessoas fazem caminhadas, conversam, apreciam a paisagem, passeiam com seus cachorros, fazem exercícios. Isto me faz lembrar que levo uma vida quase sedentária e que preciso fazer o mesmo, que estou muito acima do peso e está na hora de me mexer.

 

Mas ao me aproximar da escola, já na rua Santa Helena, por volta das 7 horas e 15 minutos, esqueço o que vi e vejo somente meus pequenos aguardando minha chegada, recebendo-me com beijos, abraços e flores, apanhadas alí mesmo, das àrvores que ficam na calçada da escola. Flores brancas e rosadas, muito lindas.

Neste momento me sinto linda também, querida, a pessoa mais importante daquele lugar.

 

 Muitas vezes a diretora nos recebe. Sua sala fica em frente ao portão de entrada.

 

Minha escola é uma mistura de velho e novo, de antigo e moderno, de pouco espaço e de espaços mal divididos. Uma escola grande com calçadas irregulares, onde próximo a minha sala, há um degrau em que muitos alunos já caíram.

 

Minha sala faz parte do prédio antigo. Já comentei em certa ocasião que o forro da sala um dia iria cair em nossas cabeças, devido aos cupins, que nos fazem compania diariamente.Acho que os cupins me perseguem!

Mas apesar disto, é um lugar harmonioso onde faço meu trabalho e em conjunto com os alunos aprendo mais a cada dia.

Sinto apenas pela escola não ser arborizada. Não tem espaço físico!

 

 

                              Minha escola Pastor Rodolfo Saenger

 

 

                       

 

                                            Meu trajeto de casa até a escola.

 

             

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Comments (1)

Anonymous said

at 8:54 pm on Jun 4, 2007

Oi, Veridiana, adorei a descrição dao caminho da escola, especialmente a que fala de sua casa, repleta de emoção.
Abraços
Maria del Carmen

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